Esqueci lugares no mundo
Que nunca conheci ou visitei.
Perco o poder perder-me em manhãs
de borboletas e de estrelas.
Exijo um olhar nu de criança
e um livro para me aquecer.
Segreda-me a luz das pedras
e pássaros que nasci morto.
Recuso que seja grande o barco
que chega a bom porto.
reponha-se a liberdade ao barco
que não tem que chegar a parte alguma.
ele não tem sequer que chegar pois
que chegar é olhar fins e quedar.
quero o vermelho de chuva com pés
descalços a saltitar e madrugadas virgens
vem ontem num perpétuo criar
de amanhãs despidas de mãe.
Alves Bento Belisário in Poentropia
ESTAMOS TODOS CONDENADOS À PRISÃO SOLÍTÁRIA DENTRO DA NOSSA PRÓPRIA PELE, PARA TODA A VIDA – TENNESSE WILLIAMS
quinta-feira, 6 de junho de 2013
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