Dêem-me um seio
de mulher
com sangue de raiz e sémen
de asa...
Todas as verdades
produzidas destilam mentira por todas
as artérias e veias.
Em cada palavra
a agonia amordaçada da arquitectura
do mundo decora o silêncio
por onde habita.
Recuso-me submissamente
caminhar com pés
descalços por entre os hematomas
da verbalidade.
Dêem-me um seio
de mulher
com sangue de raiz e sémen
de asa...