sábado, 2 de agosto de 2025

Minha alma... Um mar em bulício na noite

que passa de mansinho, namoradeira.

Um querer não ter céu onde pernoite

e do engenho uma mão com rasgos de fiadeira

pra pintar em cadernos a voz intensa

dum rouxinol que canta das minhas veias,

na firmeza e na dor da sombra densa,

todo o sentir do mundo, emoções das ideias...

Mas nada tenho, nada posso ou sou;

do chão um jardim de flores

se levantou.


Alves Bento Belisário in correntes de poentropia, Edições Apuro

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